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As Porcelanas entre Meissen e Biscuit – Em primeiro lugar sobre as porcelanas: a porcelana é um produto cerâmico que se diferencia de outras produções cerâmicas pelo seu aspeto vítreo, pela sua capacidade de impermeabilização, pela transparência e resistência. Estas características são conferidas pelos materiais usados na sua produção: caulino, quartzo e feldspato que associados à argila criam a porcelana, quando cozidos a altas temperaturas (cerca de 1.400º C).

Acredita-se que o processo de fabrico da porcelana tenha começado na China entre os séculos VII e X. O nome caulino vem da palavra Kauling, local na China onde se extraía o minério. A porcelana chega à Europa por via dos italianos e da sua exploração das redes de comércio com o Oriente. A palavra porcelana vem do termo porcelana utilizado por Marco Polo  (quem não se lembra de Marco Polo?). A expansão ultramarina dos séculos XV e XVI permitiu a disseminação alargada deste produto e a apetência pela sua posse, entre as famílias reais e aristocráticas de toda a Europa.

O seu alto custo e a dificuldade na sua obtenção criaram uma necessidade: o fabrico de porcelana na Europa. No princípio do século XVIII deu-se início às investigações e experiências para fazer porcelana e, na Saxónia, Johann Friedrich Böttger aliou-se a Ehrenfried Walther von Tschirnhaus no que veio a ser uma colaboração de sucesso. Em 1707 a fórmula foi encontrada e em 1708 as primeiras peças são cozidas; a Europa tinha assim as primeiras porcelanas de pasta dura.  Em 1710 era construída uma fábrica para este efeito; ficava em Meissen, uma localidade perto de Dresden (atualmente na Alemanha). Ainda hoje a fábrica – Staatliche Porzellan-Manufaktur Meissen GmbH – mantém a sua marca, as duas espadas cruzadas, introduzida em 1722 para distinguir e proteger a sua produção.

O fabrico foi copiado por outras fábricas na Europa, que lhe introduziram os seus interesses próprios:  os franceses apostaram na brancura e pureza; os ingleses desenvolveram a mestria e precisão nos acabamentos, fazendo dos objetos em porcelana verdadeiras peças de arte.

Das fábricas os objetos chegaram a todas as grandes casas. Também chegaram ao Palácio dos Condes de Anadia, onde podem ser vistas na coleção que o Palácio alberga.


First of all on porcelain: porcelain is a ceramic product that differs from other ceramic products due to its glassy aspect, its waterproofing capacity, transparency and resistance. These characteristics are conferred by the materials used in its production: kaolin, quartz and feldspar, which associated with clay create porcelain, when cooked at high temperatures (around 1,400º C).

The porcelain manufacturing process is believed to have started in China between the 7th and 10th centuries. The name kaolin comes from the word Kauling, a place in China where the ore was extracted. Porcelain arrives in Europe via the Italians and their exploitation of trade networks with the East. The word porcelain comes from the term porcelain used by Marco Polo (who doesn’t remember Marco Polo?). The overseas expansion of the 15th and 16th centuries allowed the widespread dissemination of this product and the appetite for its possession, among royal and aristocratic families across Europe.

Its high cost and the difficulty in obtaining it created a need: the manufacture of porcelain in Europe. At the beginning of the 18th century, research and experiments were started to make porcelain and, in Saxony, Johann Friedrich Böttger joined with Ehrenfried Walther von Tschirnhaus in what became a successful collaboration. In 1707 the formula was found and in 1708 the first pieces were cooked; Europe thus had the first hard-paste porcelain. In 1710 a factory was built for this purpose; was in Meissen, a town near Dresden (currently in Germany). Even today, the factory – Staatliche Porzellan-Manufaktur Meissen GmbH – maintains its brand, the two crossed swords, introduced in 1722 to distinguish and protect its production.

The manufacture was copied by other factories in Europe, which introduced their own interests: the French bet on whiteness and purity; the English developed mastery and precision in finishing, making porcelain objects true pieces of art.

From the factories the objects reached all the big houses. They also arrived at the Palace of the Counts of Anadia, where they can be seen in the collection that the Palace houses.

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